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Capim-annoni vira praga e problema para pecuaristas gaúchos

Uma planta que chegou ao Brasil como solução, hoje, é um problema para os pecuaristas gaúchos. O capim-annoni se espalhou pelo estado e tem gerado transtorno para os produtores, que encontram cada vez mais dificuldades para controlar a planta daninha.

Vindo da África do Sul na década de 1950, o capim entrou no país com a promessa de ser uma boa opção de pasto para o gado. Porém, se tornou uma praga e vem se espalhando pelo Rio Grande do Sul.

Ao longo dos tempos foi verificado que ele se tornou um problema, justamente pela baixa digestibilidade e pela baixa quantidade de nutrientes que o pasto oferece para os animais, afirma o médico veterinário Gustavo Vargas.

A estimativa é que mais de 500 mil hectares do estado estão infestados com a planta daninha.

O capim anoni tem uma grande capacidade de propagação de dispersão, principalmente por causa de suas sementes, que é uma semente muito pequena, aumenta Gustavo Vargas. A semente é tão pequena que pode ser levada tanto pelo vento como pelo sistema digestivo dos animais. Além disso, pode ser vinculado por meio das roupas, calçados, rodas dos veículos e equipamentos agrícolas que trabalham nas propriedades rurais.

O pecuarista Roberto Queiroz foi um dos afetados. Na área de 200 hectares e 150 cabeças de gado, a praga já está presente na maior parte da propriedade.

"Há uma infestação bem antiga e cerca de 60% da minha área está infestada. O que fazemos é manejar e tentar aproveitar ao máximo o pasto", conta.

Com a presença do gado, a preocupação com o gado aumenta. "Procuramos manejar, colocando os animais mais maduros nestas áreas. Vacas de alguma idade maior para que consigam converter a alimentação em algum sal mineral. Daí tem um aproveitamento melhor do pasto", aponta Queiroz.

Além da prática da interação da lavoura e pecuária, também é utilizada a rotação de pastagens como alternativa. O pastoreio rotativo melhora a condição do solo. O produtor alerta que entre os erros mais comuns está a queimada de campos para fazer o controle do annoni. Segundo ele, prática geralmente cria oportunidade maior para o capim, já que ele não morre com a queima.

Fonte: Canal Rural

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