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Sem La Niña, potencial de safra sul-americana é menor

Às vésperas do plantio da maior safra do mundo, produtores da América do Sul receberam nesta semana a informação de que o fenômeno La Niña não deverá incidir sobre a produção que começa a ser semeada. A mudança no perfil climático para a próxima safra coloca em xeque o potencial produtivo desta região. O alerta foi feito na edição do Mercado&Cia desta sexta-feira pelo meteorologista e diretor da Somar Meteorologia, Paulo Etchichury.

Para ele, a ausência da configuração dos fenômenos La Niña ou El Niño a partir de agora aumenta o risco de estiagem e pode atingir em cheio o sul do Brasil, principalmente as lavouras de soja durante o verão.

“Temos que entender que o Sul do Brasil representa mais de 30% da produção nacional. Então, nós estamos com cenário climático que pode afetar 30% da produção nacional. Enquanto que melhora para 10% da produção que fica no nordeste. É preciso tomar muito cuidado com expectativas de que o cenário climático vai suportar o potencial de produção”, alerta.

Claramente as condições climáticas foram responsáveis pelo encolhimento de 10,3% da produção brasileira de grãos na safra 2015/2016, conforme divulgou nesta semana a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento mostrou produção total de 186,4 milhões de toneladas. Desse volume, mais de 20 milhões de toneladas deixaram de ser colhidas em função de adversidades climáticas, como estiagens prolongadas e altas temperaturas. Fato esse, que na visão do Etchichury, pode se agravar na próxima safra, já que o cenário de não configuração do La Niña não significa que a condição climática será mais favorável para a produção agrícola brasileira.

“Ela é favorável em termos de chuva para Mato Grosso, Goiás e MATOPIBA [que compreende os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]. Porém, ela se torna desfavorável com risco de estiagem que ameaça o potencial produtivo no Sul”, enfatiza.

Nesta semana, o órgão de meteorologia ligado ao governo dos Estados Unidos alertou para expectativa de redução das condições do fenômeno La Niña vigorar durante a primavera e verão no Hemisfério Sul. As notícias de clima costumam ser alvo de muita especulação no mercado financeiro e a partir de agora os investidores vão mirar com atenção para o desenvolvimento da safra sul-americana.

Fonte: Canal Rural

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