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Valorização do leite pago ao produtor é a maior da história

Pouca disponibilidade do produto e perspectiva de crescimento no consumo projetam cenário otimista para a atividade.

A baixa oferta de leite no campo mantém acirrada a disputa entre laticínios pela matéria prima. A menor disponibilidade se deve ao período da entressafra e, especialmente, aos elevados custos de produção, que combinados ao bom valor da arroba de boi levaram muitos produtores a sair da atividade.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/ESALQ-USP) em julho, o valor pago pelo litro de leite ao produtor subiu em todos os Estados mensurados (BA,GO,MG,PR,RS,SC e SP), atingindo R$1,49994/litro, expressiva alta de 12,9% em relação a junho/16, e de 30,7% frente a julho/15. Essa é a maior média real da série do Cepea, iniciada em 2000.

Para agosto, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é novamente de alta nos preços, devido à baixa disponibilidade de matéria-prima.

Outro indicador que tem aumentado a confiança do pecuarista de leite brasileiro é o aumento no consumo do produto. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV), as vendas devem alcançar 6,86 bilhões de litros neste ano. Em 2015, foram 6,73 bilhões de litros - um incremento de 2% - que em tempos de crise podem ser considerados substanciais.

O pecuarista uberlandense Felipe Frizzo produz uma média de 4.500 litros de leite/dia com vacas Girolando, e recebeu, nos últimos três meses, média de R$1,81 pelo litro de leite. “A valorização do leite é reflexo da alta nos custos de produção, mas ao que tudo indica, os preços seguirão firmes, possibilitando ao produtor investir em alimentação e na genética do rebanho”, pontua.

Fonte: Portal do Agronegócio

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